Projetos de Pesquisa
Análise do Processo de Regionalização em Saúde no Brasil
Contexto
Recentemente, com o propósito de dar continuidade ao processo de aperfeiçoamento do SUS foi publicado o Decreto nº 7.508 que regulamentou a Lei nº 8.080/90 e definiu a Região de Saúde como o espaço geográfico contínuo constituído por agrupamento de municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde. Foram definidas como os objetivos das Regiões de Saúde: Garantir o acesso resolutivo da população, em tempo oportuno e com qualidade, a ações e serviços de promoção, proteção e recuperação, organizados em redes de atenção à saúde, assegurando-se um padrão de integralidade; Efetivar o processo de descentralização de ações e serviços de saúde entre os entes federados, com responsabilização compartilhada, favorecendo a ação solidária e cooperativa entre gestores, impedindo a duplicação de meios para efetivar o processo de descentralização de ações e serviços de saúde entre os entes federados, com responsabilização compartilhada, favorecendo a ação solidária e cooperativa entre gestores, impedindo a duplicação de meios para atingir as mesmas finalidades; e Buscar a racionalidade dos gastos, a otimização de recursos e eficiência na rede de atenção à saúde, por meio da conjugação interfederativa de recursos financeiros entre outros, de modo a reduzir as desigualdades locais e regionais. Assim sendo, o objetivo geral do estudo é Avaliar o processo de regionalização da saúde no Brasil, especialmente o modo de governança, bem como identificar os seus avanços e desafios mais importantes, visando oferecer subsídios para refletir sobre o seu aprimoramento.
Objetivo
O projeto tem por objetivo: a) Realizar revisão integrativa acerca da governança, no período 2000 a 2012, com o intuito de verificar os seus significados, especialmente para subsidiar a compreensão da governança no SUS. b) Descrever como tem ocorrido o processo de regionalização da saúde, considerando-se as dimensões históricas, políticas, econômicas e culturais. c) Analisar o papel dos espaços colegiados Comissão Integestora Bipartite, Colegiados de Gestão Regional, Colegiado Intergestores Regional e outros espaços na dinâmica e organização do processo de regionalização em saúde. d) Avaliar o processo de planejamento nas Regiões de Saúde, especialmente analisar se estão sendo construídos de forma ascendente, tendo como base as necessidades de saúde da população dos municípios e da região. e) Analisar como ocorre a participação social na co-gestão do provimento das ações e serviços de saúde, notadamente o grau de influência dos conselhos de saúde no processo de gestão das Regiões de Saúde. f) Avaliar a operacionalização do financiamento nas regiões de saúde com o propósito de verificar se ocorre a distribuição equitativa de recursos e condizentes com as necessidades de saúde da população. Realizar-se-á avaliação do processo de regionalização, utilizando-se a triangulação de métodos e técnicas. Optou-se por realizar estudos de casos, de modo a contemplar as macro-regiões do país, bem como os avanços no processo de regionalização alcançados. Escolheram-se o Estado do Ceará (Nordeste), Mato Grosso do Sul (Centro Oeste), estes foram eleitos porque já aderiram ao novo formato de regionalização proposto pelo Ministério da Saúde. Além desses, foram eleitos o Estado Paraná (Sul), Minas Gerais (Sudeste), Tocantins (Norte), devido experiência histórica acumulada no processo de regionalização em saúde.
Equipe
Helena Eri Shimizu (Coordenadora)
Professora da Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília, Brasil
André L. B. de Carvalho (Pesquisador)
Professor do Departamento de Promoção da Saúde da Universidade Federal da Paraíba, Brasil
Everton Nunes da Silva (Pesquisador)
Professor da Faculdade de Ceilândia, Universidade de Brasília, Brasil
Indyara A. Moraes (Pesquisadora)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Luan P. M. Nunes (Pesquisador)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Maíra Catharina Ramos (Pesquisadora)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Mariana Sodário Cruz (Pesquisadora)
Professora da Faculdade de Ceilândia, Universidade de Brasília, Brasil
Mariane S. Leonel (Pesquisadora)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Margarete Martins de Oliveira (Pesquisadora)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Monique Mesquita (Pesquisadora)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Nádia M. S. Machado (Pesquisadora)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Neusa Goya (Pesquisadora)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Ceará, Brasil
Nilo Brêtas Júnior (Pesquisador)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Paloma R. P. Simas (Pesquisadora)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Brasil
Sérgio R. Schierholt (Pesquisador)
Professor da Faculdade de Ceilândia, Universidade de Brasília, Brasil
Vinícius O. M. Pereira (Pesquisador)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Brasil
Walter Massa Ramalho (Pesquisador)
Professor da Faculdade de Ceilândia, Universidade de Brasília, Brasil
Avaliação do Acesso e da Qualidade da Estratégia Saúde da Família do Distrito Federal
Contexto
A Atenção Básica (AB) conclama para a construção de uma nova maneira de operar a saúde que contribua para reduzir os agravos, mas também que aponte para a produção do cuidado com vistas à implantação de atenção humanizada. O estudo terá três etapas: a primeira aplicação de questionário de Responsividade; o segundo aplicação do questionário Índice de Atenção Básica e o terceiro análise da tendência das ICSAP utilizando-se base de dados do DATASUS (www.datasus.gov.br) por meio do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Espera-se conhecer o IAB, no sentido de verificar os avanços e desafios da atenção básica. Além disso, possibilitará o conhecimento do Índice de Responsividade do Serviço, que permitirá analisar em que medida o serviço responde as expectativas dos usuários no que respeita aos aspetos não médicos da consulta. Por fim, espera-se conhecer a tendência das ICSAP.
Objetivo
O projeto tem por objetivo: a) Avaliar o alcance das dimensões da Atenção Básica: acessibilidade, porta entrada, vínculo, elenco de serviços, coordenação, enfoque familiar, orientação para comunidade e profissionais de saúde; b) Avaliar a Responsividade da Atenção Básica do Distrito Federal no que tange a forma como os serviços se relacionam com o usuário considerando-se as seguintes dimensões: o respeito, a dignidade, a confidencialidade, a comunicação; e no que tange estrutura dos serviços: as instalações, a escolha do profissional, a agilidade no atendimento e a oferta de apoio social; c) Analisar a tendência das Internações por condições sensíveis a Atenção Primária (ICSAP) relacionando com a cobertura da ESF no DF no período de 2010 a 2018.
Financiamento
Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal – Edital 3/2018
Equipe
Helena Eri Shimizu (Coordenadora)
Professora da Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília, Brasil
Beatriz Aparecida Ozello Gutierrez (Pesquisadora)
Professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, Brasil
Walter Massa Ramalho (Pesquisador)
Professor da Faculdade de Ceilândia, Universidade de Brasília, Brasil
Mateus Lopes do Nascimento (Pesquisador)
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
David Willyan Batista da Silva (Pesquisador)
Graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Samuel Vitor de Andrade (Pesquisador)
Graduação em Saúde Coletiva, Universidade de Brasília, Brasil
Laboratório PLANUS
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